GESTÃO DE CRISE NO TURISMO: REFLEXOS DA PANDEMIA DA COVID-19 NOS MEIOS DE HOSPEDAGEM DO MUNICÍPIO DE TORRES, RIO GRANDE DO SUL – BRASIL

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DOI:

https://doi.org/10.14210/rtva.v24n3.p527-547

Palavras-chave:

Eventos adversos, Impactos Econômicos, Resiliência, Estratégias Gerenciais, Meios de hospedagem

Resumo

Os eventos adversos são uma constante no mundo, desde tempos remotos, incluindo desastres ambientais, crises diplomáticas, guerras civis e humanitárias, epidemias entre outros. Quando estes ocorrem, um dos segmentos econômicos mais afetados é o turismo. Seus impactos podem repercutir em uma escala multilateral, com sérios prejuízos. Ao final do ano 2019, o mundo se deparou com a pandemia da covid-19, propiciando efeitos globais catastróficos. Diante disso, a gestão de crise emerge como um conjunto de estratégias de controle e recuperação derivado de circunstâncias como essas. Sendo assim, a pesquisa investigou quais foram as principais estratégias adotadas pelos meios de hospedagem do município de Torres (Rio Grande do Sul - Brasil), durante o período pan­dêmico, na tentativa de reduzir os efeitos adversos econômicos. Aplicou-se uma entrevista estruturada com 19 dirigentes de meios de hospedagem, em agosto de 2021, tendo como principais variáveis: estratégias para contenção da crise, adaptação aos protocolos de segurança sanitária e medidas prospectivas para a estabilidade do empreendimento. Adotou-se o gerenciamento de dados da plataforma google forms para tabulação dos dados. Os resultados apontaram impactos negativos no setor, como queda drástica na demanda, dificuldades econômicas e cancelamen­tos de reservas. As estratégias de enfrentamento mais recorrentes foram a gestão de marketing e a retenção de gastos. Evidenciou-se que, no geral, as empresas não implementam planos de gestão de crise e, quase sempre, atuam de forma reativa a elas.

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Publicado

2022-11-08

Edição

Seção

Artigos