Objetivo – Este artigo aborda três dimensões centrais na análise do turismo — espaço, tempo e imagem — com o propósito de investigar como as dimensões espaço-temporais influenciam a construção da imagem turística a partir de uma perspectiva multidimensional e, consequentemente, na configuração dos imaginários sociais.
Desenho/Metodologia/Abordagem – Trata-se de uma reflexão teórica sustentada em uma metodologia qualitativa, baseada na revisão bibliográfica de diferentes autores e fontes, complementada por reflexões próprias.
Resultados – A perspectiva relacional e histórica adotada permite compreender a institucionalização das práticas turísticas. A imagem turística é analisada como síntese perceptiva e representação simbólica do espaço, influenciada por fatores sociais, emocionais e comunicacionais. Distingue-se entre imagem percebida (subjetiva) e imagem emitida (construída), sendo esta última fundamental para a promoção de destinos. Os imaginários sociais territorializados explicam a permanência de certas imagens ao longo do tempo.
Implicações práticas – A dimensão temporal se expressa na institucionalização das práticas turísticas dentro das sociedades, oferecendo um marco de aceitação e possibilitando a tipificação de papéis no espaço turístico. Nesse processo, a promoção e a divulgação da imagem emitida — realizada por órgãos governamentais, câmaras empresariais e, mais recentemente, por conteúdos gerados por usuários (UGC) — desempenham um papel central que transcende o icônico, incorporando linguagem verbal e escrita.
Originalidade/Valor – Este artigo contribui para o campo de investigação sobre a construção da imagem turística, entendida como um processo dinâmico que evidencia as dimensões temporal e espacial.
Limitações da pesquisa – A proposta favorece uma melhor conceitualização da imagem turística, embora apresente como limitação seu caráter teórico, exemplificado apenas no caso de Punta del Este (Uruguai).
Artuch, L. (2010) “Espacio, tiempo y afectos en la configuración narrativa de la identidad” en Dalmasso, M., Andacht, F., Fatala, N. (Coord.) – Tiempo, Espacio e Identidades, Editorial La Crujía, Buenos Aires, 2010.
Assael, H. (1984) Consumer Behavior and Marketing Action. Kent Pub. Co.
Breckner, R. (2025) “Percepción de la imagen Interpretación de la imagen” en J. Sánchez Salcedo, Schnettler y Hetzer (editores) “La imagen en disputa Aportes de la sociología visual para el estudio de las sociedades contemporáneas, Teseopress, Buenos Aires, 2025.
Campodónico, R. (2010) La relación entre identidad cultural y turismo rural. En Martín, José L. (Coord.) Entorno 2010 –I Congreso Internacional sobre: El Entorno Rural de la Ciudad, pp. 53-66, Edición Mancomunidad Tajosalor, España, 2010.
Campodónico, R., & Chalar, L. (2020). A Matriz Científica no Turismo Revisada: Extensões Teóricas e Aplicações Empíricas. Revista Latino-Americana De Turismologia, 6(1). https://doi.org/10.34019/2448-198X.2020.v6.33110.
Campodónico, R., & Chalar, L. (2021). Turismo y vida cotidiana: un enfoque complejo desde espacio-tiempo. Atlántida. Revista Canaria de Ciencias Sociales, (12), 17-29.
Campodónico, R., & Chalar, L. (2022). La dimensión temporal en el campo turístico. Dimensiones Turísticas, 6(11), 81-97.
Campodonico, R., & Chalar, L. (2015). Matriz Científica en Turismo: una propuesta integradora. Anais Brasileiros De Estudos Turísticos, 4 (3), 9–17. Obtenido de https://periodicos.ufjf.br/index.php/abet/article/view/3056
Campodónico, R., & Chalar, L. (2011). Hacia la construcción del conocimiento en turismo. Estudios y perspectivas en turismo, 20(6), 0-0.
Campodónico, R., & da Cunha, N. (2009). Mar del Plata y Punta del Este: Entre la permanencia y la renovación. Estudios y Perspectivas en Turismo, 18(5), 606-623.
Campodónico, R., Demasi, E., Buere, G., & Angelo, G., “Uruguay turístico: entre imágenes y discursos (1960-2002)” - Biblioteca Plural, Universidad de la República, 2021.
Castells, M. (1997) El poder de la identidad, Blankwell: Oxford.
Da Cunha, N., Campodónico, R., Maronna, M., Duffau, N., & Buere, G. (2012) -Visite Uruguay: del balneario al país turístico (1930-1955), Ediciones de la Banda Oriental, Montevideo.
Debarbieux, B. (2012) Turismo, Imaginarios e Identidades: invertir el punto de vista, Via@, Imaginarios turísticos, n. 1, 2012.
Dickinson, J. E., & Peeters, P. (2012). Time, tourism consumption and sustainable development. International Journal of Tourism Research, 16(1), 11-21.
Elías, N. (2010). Sobre el tiempo. Fondo de Cultura Económica. dad red (Vol. I). Alianza editorial.
Flusser, V. (1990) Hacia una filosofía de la fotografía, Trillas, México.
Gúzman, A., Torres, J., & Sánchez, V. (2020); “Análisis cronológico del proceso de formación de la imagen turística a través de modelos teóricos” – Anais Brasileiros de Estudos Turísticos: ABET, ISSN-e 2238-2925, 10(1), jul., 2020.
Hall, C. M. (2009). El turismo como ciencia social de la movilidad. Editorial Síntesis, Madrid.
Hiernaux D. (2019) “La producción del espacio urbano: Entre materialidad y subjetividad” en Revista Científica de Estudios Urbanno Regionales Hatsö Hnini, 1(1), Abril/Septiembre, 2019, 114 p., México.
Jacobsen, J., & Munar, A. (2012): «Tourist information search and destination choice in a digital age», Tourism Management Perspectives, 1(1), 39-47.
Klein, O. (2004) Percepción social del tiempo, la distancia y el transporte de alta velocidad, Tiempo y Sociedad, 12(2/3), 245-263.
Koselleck, R. (1993). Futuro Pasado. Para una semántica de los tiempos históricos. Ediciones Paidós, España.
Lefebvre, H. (2013). La producción del espacio. Madrid: Capitán Swing, España.
Lindón, A. (2020) La dimensión imaginaria de la vida cotidiana: la aventura del viaje placentero en la Ciudad de México. En Revista Cultura y Representaciones sociales, 15(29). México: UNAM, pp. 177-201.
Massey, D. (2005) La filosofía y la política de la espacialidad, https://periferiaactiva.wordpress.com/wp-content/uploads/2019/03/massey.pdf
Ministerio de Turismo de Uruguay (s.f) Ministerio de Turismo (https://www.mintur,gub.uuy)
Paül i Agustí, D., & Campodónico, R. (2022). Cambios y permanencias en la localización espacial de las imágenes turísticas de Uruguay (1954 – 2017): de la promoción oficial a Instagram. Investigaciones Turísticas, (24), 219-241.
Sánchez Castellanos, S. (2022). El estudio de la imagen en turismo. Una aproximación a sus principales definiciones. Turismo Y Patrimonio, (18), 31-47. https://doi.org/10.24265/turpatrim.2022.n18.02
Santos, M. (1990), Por una Geografía Nueva, Ed. Espasa Calpe, Madrid,
Trachtenberg, A. (1989) Reading American Photograohs. Images as History, Mathew Brady to Walker Evans, Nueva York, Hill and Wang.
Unwin, T. (2000). «A waste of space? Towards a critique of the social production of space. Trasactions of the Institute of British Geographers, MS, 25(1), 11-29.
Copyright (c) 2026 Turismo: Visão e Ação

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Turismo: Visão e Ação vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Turismo e Hotelaria - Mestrado e Doutorado, é um periódico científico de publicação no sistema de fluxo contínuo, interdisciplinar e de alcance internacional, classificada, segundo os critérios Qualis/CAPES (2017-2020), como 'A3' na área de Administração, Ciências Contábeis e Turismo. Registrada no ISSN sob o número 1983-7151, a Turismo: Visão e Ação iniciou suas atividades em 1998 com publicações impressas, nas versões inglês e português. Em 2008, transformou-se em publicação On-Line, com alcance maior do público interessado, mantendo como política de ser um periódico de acesso aberto e sem cobranças de taxas de submissão e acesso aos artigos. A Turismo: Visão e Ação (TVA) possui como título abreviado do periódico Tur., Visão e Ação, usado em bibliografias, notas de rodapé, referências e legendas bibliográficas.