Este artículo analiza la cobertura de *Jornal Nacional* sobre las inundaciones que afectaron a Rio Grande do Sul en mayo de 2024, centrándose en los segmentos en directo emitidos durante la transmisión del 6 de mayo, día en que el informativo se presentó por primera vez directamente desde el estado. El objetivo es comprender cómo el «pacto sobre el papel del periodismo» (Gomes, 2007) se configura a través de las formas de interpelación adoptadas por el programa en el contexto de una tragedia climática. Para ello, se realizó un análisis cualitativo de la emisión seleccionada, examinando los elementos narrativos, visuales y performativos de los segmentos en directo protagonizados por el presentador y los reporteros. Asimismo, se prestó atención a los valores periodísticos que guiaron la selección de temas para dichos segmentos. El análisis revela que *Jornal Nacional* asume el papel de testigo y mediador social, articulando la información factual, la resonancia emocional y la movilización de la solidaridad. La cobertura refuerza la centralidad de la transmisión en directo como estrategia para establecer credibilidad y fomentar una sensación de cercanía, al tiempo que incorpora parcialmente los principios del periodismo ambiental, especialmente en lo relativo al impacto social de las catástrofes climáticas.
AMARAL, M. F.; MOTTA, J.; SOUZA, E. A. Comoção pública e os testemunhos da destruição, da urgência e do sofrimento: de Mariana à Brumadinho. Revista ECO-PÓS, Rio de Janeiro, v. 25, p. 24-47, 2022.
BUENO, W. C. A cobertura jornalística de catástrofes ambientais: entre a vigilância e a espetacularização da notícia. Anuário Unesco Metodista de Comunicação Regional, São Bernardo do Campo, v. 39, n. 1, p. 21-41, 2017.
BUENO, W. Jornalismo ambiental: explorando além do conceito. Desenvolvimento e Meio Ambiente, Curitiba, n. 15, p. 33-44, 2007.
BACKES, V. C.; DALMOLIN, A. R. Entrada ao vivo no telejornalismo brasileiro: uma análise da relação entre as transformações tecnológicas e a incidência do formato de notícia. In: 71º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom 2024, Balneário Camboriú. Anais do Intercom 2024. SC: Intercom, 2024. p. 1-7.
CHRISTOFOLETTI, R.; TRICHES, G. L. Interesse público no jornalismo: uma justificativa moral codificada. REVISTA FAMECOS (ONLINE), v. 21, p. 484, 2014.
COUTINHO, I.; MATA, J. A atuação do repórter na cobertura televisiva de tragédias: o olhar do jornalista como testemunha do fato que enuncia. Estudos em Jornalismo e Mídia, v. 10, p. 379-398, 2013.
DEBORD, G. A Sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.
ELLSWORTH, E. Modos de Endereçamento: uma coisa de cinema; uma coisa de educação também. In: SILVA, T. T. Nunca fomos humanos – nos rastros do sujeito, Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
GOMES, Itania. Questões de método na análise do telejornalismo: premissas, conceitos, operadores de análise. Revista ECompós, Porto Alegre, v.18, no. 1, p. 111-130, janeiro – abril de 2007.
HOLANDA, J.S.P.D.; KÄÄPÄ, P.; COSTA, L.M. Jornalismo ambiental: características e interfaces de um campo em construção. Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 45, p. 1-17, 2022.
LAGE, L. O rosto do sofrimento na TV: notas sobre o primeiro plano no telejornalismo. In: Animus, v. 16, n. 31, 2017.
NEGRINI, M.; COUSIN, C.. O Sofrimento através Da televisão: Os Enquadramentos Das Enchentes Do Rio Grande Do Sul No Jornal Nacional. Intexto, nº 57, julho de 2025.
NEGRINI, M. Editorial do Jornal Nacional das 500 mil mortes por Covid no Brasil como vetor para outras performances. Vozes e Diálogo (UNIVALI), v. 23, p. 100-117, 2024.
NEGRINI, M. A morte em horário nobre: A espetacularização da notícia no telejornalismo brasileiro. 248 f. Tese (Doutorado em Ciências da Comunicação) - Escola de Comunicação, Artes e Design, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.
NEGRINI, M. TELEJORNALISMO EM ANÁLISE: CONSIDERAÇÕES SOBRE GÊNERO TELEVISIVO E MODO DE ENDEREÇAMENTO. Aturá - Revista Pan-Amazônica De Comunicação, v. 2, n. 1, 99–119, 2018.
NETO, Luís Boaventura de Andrade. A produção de notícias em formato híbrido no telejornalismo de rede da TV Globo. 227 f. Tese (Doutorado em Estudos da Mídia) - Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2022.
REIS, M. A.; THOME, C. A.; MIRANDA, P. Novas funções e competências do telejornalismo brasileiro. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 41., 2018, Joinville. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2018.
SILVEIRA, I. C. M. A performance de apresentadores e repórteres na cobertura da morte de profissionais da imprensa na tragédia da chapecoense. 2020. Dissertação (Mestrado em Comunicação) - Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2020.
SILVA, F. M. Dos telejornais aos programas esportivos: gêneros televisivos e modos de endereçamento. 2005. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporânea) - Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2005.
TRAQUINA, N. Teorias do Jornalismo: a tribo jornalística, uma comunidade interpretativa transnacional. Volume 2. Florianópolis: Insular, 2005.
WOLF, Mauro. Teorias da comunicação de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
Derechos de autor 2026 Michele Negrini, Calvin Cousin
Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivadas 4.0.
Revista académica vinculada a las carreras de Comunicación y a la Maestría en Gestión de Políticas Públicas de la Universidad de Vale do Itajaí (Univali).