• Resumo

    O PROTAGONISMO DO JUDICIÁRIO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO E ALGUMAS DE SUAS RAZÕES

    Data de publicação: 30/04/2018

    O presente ensaio versa sobre algumas das razões que ajudam a explicar o maior protagonismo do Poder Judiciário no mundo contemporâneo. Após evidenciar os sinais desse protagonismo e de elencar alguns conjuntos de causas, ele foca especificamente nas razões político-estruturais do aumento da importância do judiciário, tais como as características do constitucionalismo moderno, a nova organização do poder, a crise do poder legislativo, as novas características da legislação, o advento e a crise do welfare state, a questão do controle do poder, a ideia de democracia participativa e a necessidade de proteção das minorias e dos direitos fundamentais. Trata-se de uma pesquisa que transcende a experiência brasileira para focar algo que atinge todas as democracias contemporâneas. O método utilizado é o da pesquisa bibliográfica, sem focar um autor ou um ponto de vista específico, optando por uma ampla pesquisa sobre os pontos de vista de autores distintos, de variadas nacionalidades e distinta formação acadêmica.

  • Referências

    ABRAHAM, Henry J. The Judicial Process - An Introductory Analysis of the Courts of the United States, England, and France., 7a ed., New York - Oxford, Oxford University Press, 1998.

    ALPA, Guido. L’arte di giudicare. Bari: Laterza, 1996.

    ALLARD, Julie ; GARAPON, Antoine. Les juges dans la mondialisation – La nouvelle révolution du droit. Paris: Seuil/La Republique des Idées, 2005.

    BADINTER, Robert & BREYER, Stephen (ed.), Judges in Contemporary Democracy – an International Conversation. New York: New York University Press, 2004.

    BARAK, Aharon. The Judge in a Democracy. New Jersey: Princeton University Press, 2006.

    BARROSO, Luís Roberto. “Judicialização, ativismo judicial e legitimidade democrática”, in http://www.conjur.com.br/2008-dez-22/judicializacao_ativismo_legitimidade_democratica. Acesso em 28.01.2017.

    BARROSO, Luis Roberto. “O Supremo Tribunal Federal em 2016: o ano que custou a acabar”, disponível em http://www.migalhas.com.br/arquivos/2017/1/art20170109-01.pdf. Acesso em 28.01.2017.

    BARZOTTO, Luiz Fernando. A democracia na Constituição. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2003. BOBBIO, Norberto. Direito e Estado no Pensamento de Emanuel Kant (Diritto e Stato nel Pensiero di Emanuele Kant). Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1984.

    BOBBIO, Norberto. “Sulla funzione promozionale del diritto”. In: Rivista Trimestrale di Diritto e Procedura Civile, 1969.

    BREWER-CARÍAS, Allan R. Constitutional Courts as Positive Legislators – A Comparative Law Study. New York: Cambridge University Press, 2011.

    BRUTAU, José Puig. A jurisprudência como fonte do direito (trad. de Lenine Nequete). Porto Alegre: Coleção AJURIS/5, 1977.

    CALAMANDREI, Piero. “L’avvenire dei diritti di libertà”. Introdução a F. Ruffini, Diritti di libertà. Firenze: La Nuova Italia, 1946.

    CALMON DE PASSOS, J.J. “Globalização, direito e política”. In: LEÃO, Adroaldo & PAMPLONA FILHO, Rodolfo (coord.). Globalização e Direito. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2002.

    CAMPILONGO, Celso Fernandes. Direito e Democracia. São Paulo: Ed. Max Limonad, 1997.

    CANÇADO TRINDADE, Antônio Augusto. A proteção internacional dos direitos humanos e o Brasil. 2a Ed. Brasília : Editora Universidade de Brasília, 2000.

    CAPPELLETTI, Mauro. Il controllo giudiziario di costituzionalità delle leggi nel diritto comparato. Milano, Giuffrè, 1979.

    CAPPELLETTI, Mauro. “Un probleme majeur: controle juridictionnel des lois et principe de democratie. Etude de droit comparé”. In: Le pouvoir des juges. Paris, Economica e Presses Universitaires d’Aix-Marseille, 1990.

    CAPPELLETTI, Mauro (org.): New Perspectives for a Common Law of Europe. “Introduction”. Firenze: Le Monnier, 1978.

    CAPPELLETTI, Mauro. “Liberté individuelle et justice sociale dans le procès civil italien”, Revue Internationale de Droit Comparé., v. 23, 1971.

    CAPPELLETTI, Mauro. “Accesso alla giustizia come programma di riforma e come metodo di pensiero”, Rivista di Diritto Processuale, 1982.

    CASTANHEIRA NEVES, A. “O papel do jurista no nosso tempo”. In: DIGESTA – Escritos acerca do direito, do pensamento jurídico, da sua metodologia e outros, Coimbra: Coimbra Editora, 1995, vol. 1o.

    CHAYES, Abram. “How Does the Constitution Establish Justice?”. In: Harvard Law Review, vol. 101 (1988).

    CHIODI, Giulio M. “Giurisdizione ed equità regolativa”. In: LIBERATI, Edmondo, CERETTI, A. Ceretti & GIASANTI, A. Giasanti (org.), Governo dei giudici. La magistratura tra diritto e politica, Milano, Feltrinelli, 1996.

    COELHO, Inocêncio Mártires. Interpretação Constitucional. Porto Alegre: Sérgio Antonio Fabris Editor, 2003, 2a ed. COMPARATO, Fábio Konder. “Ensaio sobre o juízo de constitucionalidade de políticas públicas”. In: Revista dos Tribunais, v. 737 (1997), pp. 11-22.

    DAWSON, Mark. “The political face of judicial activism: Europe’s law-politics imbalance”, in: DAWSON, Mark; DE WITTE, Bruno; MUIR, Elise (ed.), Judicial Activism at the European Court of Justice. Cheltenham/UK: Edward Elgar, 2013.

    DE VITA, Anna. Vocábulo “Diritto alla casa in diritto comparato”. In: Digesto, Disc. Priv., Sez. Civ., t. VI. DENTI, Vittorio. “I procedimenti non giudiziali di conciliazione come istituzioni alternative”. In: Rivista di Diritto Processuale, 1980. DWORKIN, Ronald. Taking Rights Seriously (1977) (trad. it. de Federico Oriana) I diritti presi sul serio. Bologna : Il Mulino, 1992.

    DWORKIN, Ronald. “Giudici e politica nell’esperienza di common law”. In: BESSONE, Mario & GUASTINI, Ricardo (org.). La regola del caso- materiali sul ragionamento giuridico, Padova, Cedam, 1995.

    DWORKIN, Ronald. Justice in Robes. Cambridge/Ma: Harvard University Press, 2006.

    FERRAJOLI, Luigi. Diritto e ragione. Teoria del garantismo penale. Bari: Laterza, (1989), 1997, 4a. ed.

    FERRAJOLI, Luigi. “Per una storia delle idee di Magistratura Democratica”. In: ROSSI, N. (org.). Giudici e democrazia. La magistratura progressista nel mutamento istituzionale, Milano, FrancoAngeli, 1994.

    FERRAJOLI, Luigi. “Giurisdizione e democrazia”. In: Democrazia e Diritto, 1997, n. 1. GARAPON, Antoine. Les Juges – Um pouvoir irresponsable ? Paris : Éd. Nicolas Philippe, 2003.

    GEYH, Charles Gardner. When Courts & Congress Collide – The Struggle for Control of America’s Judicial System. Ann Arbor: The University of Michigan Press, 2006.

    GINSBURG, Tom; MOUSTAFA, Tamir (Ed.). Rule by Law – The Politics of Courts in Authoritarian Regimes. New York: Cambridge University Press, 2010.

    GRAU, Eros Roberto. A ordem econômica na Constituição de 1988 (interpretação e crítica). 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1991.

    GRIMM, Dieter. “Judicial Activism – Introduction”. In: BADINTER, Robert & BREYER, Stephen (Ed.). Judges in Contemporary Democracy – an International Conversation. New York: New York University Press, 2004.

    GUARNIERI, Carlo e PEDERZOLI, Patrizia, La democrazia giudiziaria, Bologna, Il Mulino, 1997.

    JACOB, Herbert et al. Courts, Law & Politics in Comparative Perspective. Chelsea: Yale University Press, 1996.

    JAYME, Erik. “Formazione progressiva del diritto internazionale privato da parte dei giudici: l’esperienza americana e tedesca”. In: Contratto e impresa, 1988, n. 2.

    KELSEN, Hans. “Fundamentos da democracia” (Trad. Jefferson L. Camargo e Marcelo B. Cippola). In: KELSEN, H. A democracia. São Paulo: Martins Fontes, 1993.

    KOOPMANS, Tim. Courts and Political Institutions – A Comparative View. New York: Cambridge University Press, 2005.

    LE QUINIO, Alexis. Recherche sur la circulation des solutions juridiques: le recours au droit compare par les juridictions constitutionnelles. Clermont-Ferrand: Fontation Varenne, 2011.

    LORENZETTI, Ricardo Luis. Fundamentos do direito privado [Las normas fundamentales de derecho privado]. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 1998.

    MAK, Elaine. Judicial Decision-Making in a Globalised World – A Comparative Analysis of the Changing Practices of Western Highest Courts. Portland: Hart Publishing, 2015.

    MARTINS-COSTA, Judith. “Bioética e Dignidade da Pessoa Humana: Rumo à Construção do Biodireito”. In: Revista da Faculdade de Direito da UFRGS, v. 18 (2000).

    MERRYMAN, John Henry. “How Others Do It: the French and German Judiciaries”. In: Southern California Law Review, vol 61 (1988).

    MERRYMAN, John Henry. “On the Convergence (and Divergence) of the Civil Law and the Common Law. In: CAPPELLETTI, Mauro (Org.): New Perspectives for a Common Law of Europe. Firenze: Le Monnier, 1978, p. 195-233.

    NALINI, Renato. A Rebelião da Toga. Campinas: Millennium Ed., 2006.

    O’DONNELL, Guillermo. “Afterword”, in: SIEDER, Rachel; SCHJOLDEN, Line; ANGELL, Alan (Ed.). The Judicialization of Politics in Latin America. New York: Palgrave Macmillan, 2009.

    PACIOTTI, Elena. Ruolo della magistratura in uno stato democratico (alla luce della esperienza italiana nei primi anni ’90. In: Questione Giustizia, n. 2-3, 1994, pp. 359-372. PEPINO, Livio. “Compiti della politica, doveri della giurisdizione”, Questione giustizia, n. 4, 1995.

    PEREZ, Marcos Augusto. “O papel do Poder Judiciário na efetividade dos direitos fundamentais”. In: Revista dos Tribunais - Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Política, ano 3, vol. 11, abril-junho de 1995.

    POSNER, Richard A. The Federal Courts - Challenge and Reform, Cambridge, Massachusetts, Harvard Un. Press, 1996.

    REBUFFA, Giorgio, La funzione giudiziaria. Torino: G. Giappichelli Ed, 1993.

    RODOTÀ, Stefano. “Magistratura e politica in Italia”. In: LIBERATI, Edmondo, CERETTI, A. Ceretti & GIASANTI, A. Giasanti (org.), Governo dei giudici. La magistratura tra diritto e politica, Milano, Feltrinelli, 1996.

    ROSSI, Nello. “Verso una democrazia maggioritaria. Magistratura e mutamento istituzionale”, in: N. Rossi (Org.), Giudici e democrazia. La magistratura progressista nel mutamento istituzionale. Milano, FrancoAngeli, 1994.

    ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social (trad. Lourdes Santos Machado). Coleção Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991.

    SARLET, Ingo Wolfgang. A eficácia dos direitos fundamentais. 6. ed. Porto Alegre: Liv. do Advogado, 2006.

    SCARMAN, Lord Leslie. O direito inglês. A nova dimensão. Porto Alegre: Fabris, 1978.

    SENESE, Salvatore. “Democrazia, sovranità popolare e giurisdizione”. In: Questione giustizia, n. 2, 1987.

    SETHI, Neil K. “The Elusive Middle Ground: A Proposed Constitutional Speech Restriction for Judicial Selection”. In: University of Pennsylvania Law Review, vol. 145 (1997).

    SHAPIRO, Martin, “Courts in Authoritarian Regimes”, in: GINSBURG, Tom; MOUSTAFA, Tamir (ed.), Rule by Law – The Politics of Courts in Authoritarian Regimes. New York: Cambridge University Press, 2010.

    SIEDER, Rachel; SCHJOLDEN, Line; ANGELL, Alan (Ed.), The Judicialization of Politics in Latin America. New York: Palgrave Macmillan, 2009.

    SILVESTRI, Gaetano. “Poteri attivi e poteri moderatori: attualità della distinzione”. In: Lorenzo Luatti (Org.), L’equilibrio tra i poteri nei moderni ordinamenti costituzionali. Torino, G. Giappichelli, 1994.

    SORRENTINO, Federico. “L’equilibrio istituzionale fra i poteri e la sua garanzia giurisdizionale”. In: LUATTI, Lorenzo (Org.), L’equilibrio tra i poteri nei moderni ordinamenti costituzionali.. Torino, G. Giappichelli, 1994.

    TERRÉ, François. “Un juge créateur de droit? Non merci !”, in : La création du droit par le juge, volume especial (tome 50), de Archives de philosophie du droit. Paris : Dalloz, 2007.

    TROCKER, Nicolò. “La responsabilità del giudice”. In: Rivista Trimestrale di Diritto e Procedura Civile, 1982.

    VITAL MOREIRA. “O futuro da Constituição”. In: GRAU, Eros Roberto & GUERRA FILHO, Willis Santiago (Org.): Direito Constitucional – estudos em homenagem a Paulo Bonavides. São Paulo: Malheiros Ed., 2001.

    WHITTINGTON, Keith E. Political Foundations of Judicial Supremacy – The Presidency, the Supreme Court, and Constitutional leadership in U.S. History. New Jersey: Princeton University Press, 2007.

    ZAGREBELSKY, Gustavo. Il diritto mite. Torino, Einaudi, 1992.

    ZOLO, Danilo. “Cittadinanza democratica e giurisdizione”. In: Nello Rossi (Org.), Giudici e democrazia. La magistratura progressista nel mutamento istituzionale. Milano, FrancoAngeli, 1994.

Novos Estudos Jurí­dicos

A revista Novos Estudo Jurídicos (NEJ), Qualis A1 Direito, é um periódico científico quadrimestral, com publicações ininterruptas desde 1995, nos meses de Abril, Agosto e Dezembro. Sua missão é promover o aprimoramento dos estudos na área do Direito, especialmente nas seguintes linhas: “Constitucionalismo e Produção do Direito”, “Direito, Jurisdição e Inteligência Artificial” e “Direito Ambiental, Transnacionalidade e Sustentabilidade”.

A NEJ é um dos periódicos científicos da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) e está vinculado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciência Jurídica da UNIVALI (conceito CAPES 6), cursos de Mestrado e Doutorado.

O periódico oferece acesso livre e imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento. 

A visão da revista Novos Estudo Jurídicos (NEJ) consiste na publicação de artigos e relatos de pesquisas inéditos de autoria de docentes, discentes e pesquisadores, estimulando os debates críticos e éticos sobre assuntos relacionados aos temas que compõem sua Linha Editorial.

Access journal