Este estudo analisa o acesso à saúde de imigrantes no SUS, mapeando estratégias de atendimento, identificando barreiras e propor diretrizes para a formação de profissionais mais preparados, alinhadas aos princípios de universalidade, revisando práticas profissionais e propondo diretrizes para o PET-Saúde. Com base em uma revisão de escopo de 18 artigos (SciELO e BVS, 2020-2025), identificou-se como principais barreiras: dificuldades linguísticas, fatores socioeconômicos, falta de formação transcultural e preconceito profissional. Entre as estratégias destacam-se capacitação profissional e parcerias com organizações da sociedade civil, ainda incipientes. A discussão aponta a necessidade de políticas públicas específicas, como protocolos de acolhimento intercultural, inclusão de imigrantes como agentes comunitários e investimento em infraestrutura linguística. O PET-Saúde/Equidade surge como ferramenta estratégica para formar profissionais sensíveis a marcadores interseccionais (gênero, raça, nacionalidade), integrando ensino, serviço e comunidade. Conclui-se que é urgente ampliar pesquisas, incorporar temas migratórios na formação acadêmica e questões interculturais, uso de ferramentas de tradução e vivências em territórios com alta densidade migratória. Políticas públicas precisam combater desigualdades estruturais, priorizando ações contextualizadas que assegurem acesso digno e equitativo.
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