Este artigo discute como a escola pode promover um letramento poético feminista que confronte a visão hegemônica do cânone literário, afirmando a potência da escrita feminina como prática insurgente frente às forças opressoras neoliberais. A pesquisa, de caráter bibliográfico, fundamenta-se na Teoria Crítica Feminista, na Educação Ambiental Crítica e na Educação Estético-Ambiental, analisando a escrita poética feminina no contexto de um Projeto de Ensino. Demonstra-se que o cânone literário se constituiu de forma misógina e que a publicização dos escritos das mulheres lhes foi negada como parte de um projeto de expropriação. Refletiu-se sobre a escrita literária de autoria feminina como prática insurgente diante das dinâmicas opressoras dos dispositivos de dominação neoliberais. Por fim, evidenciou-se que o estudo do gênero poema, na interlocução com a Educação Ambiental, desponta como possibilidade para engendrar formas alternativas de ser e estar no mundo.

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