ECONOMIA PSÍQUICA DA APROPRIAÇÃO E SEUS IMPACTOS NA EFETIVIDADE DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
The psychic economy of appropriation: impacts on fundamental rights
DOI:
https://doi.org/10.14210/rdp.v26n2.p330-349Palavras-chave:
constitucionalismo, dinâmica da violência, meio ambiente, alteridade, psicanáliseResumo
Contextualização do tema: A violência doméstica contra mulheres e a degradação ambiental configuram desafios relevantes ao constitucionalismo contemporâneo, evidenciando limites na efetividade dos direitos fundamentais e na capacidade regulatória do Direito.
Objetivos: Analisar a relação entre tais fenômenos, propondo que ambos se estruturam a partir de uma lógica comum de apropriação, com impactos na produção e aplicação do Direito.
Metodologia: Abordagem qualitativa de natureza teórica e interdisciplinar, com base no método indutivo, análise bibliográfica crítica e exame do ordenamento jurídico brasileiro e de sua interpretação jurisprudencial.
Resultados: Verifica-se que a dinâmica doméstica contra mulheres e a exploração ambiental compartilham uma mesma matriz de objetificação do outro, impactando a efetividade do ordenamento jurídico. Propõe-se o conceito de economia psíquica da apropriação como ferramenta analítica para compreender tais limites. Conclui-se que o enfrentamento dessas dinâmicas exige reconfiguração dos fundamentos do Direito orientada pela alteridade.
Downloads
Referências
ASSIS, Araken; COELHO, Inocêncio Mártires. Controle de constitucionalidade. São Paulo: Saraiva, 2016.
BARROSO, Luís Roberto. O novo direito constitucional brasileiro. Belo Horizonte: Fórum, 2012.
BINENBOJM, Gustavo. Uma teoria do direito administrativo: direitos fundamentais, democracia e constitucionalização. Rio de Janeiro: Renovar, 2008.
BITENCOURT, Caroline; LOLLI, Eduardo; COELHO, Saulo. Políticas públicas e direito administrativo. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2020.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.
BRASIL. Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 2006.
BUCCI, Maria Paula Dallari. Fundamentos para uma teoria jurídica das políticas públicas. São Paulo: Saraiva, 2013.
BUTLER, Judith. Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
DYE, Thomas R. Compreendendo as políticas públicas. Tradução livre. New York: Pearson, 2013.
FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Elefante, 2017.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1987.
FRASER, Nancy. Fortunas do feminismo: do capitalismo gerido pelo Estado à crise neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2020.
FREITAS, Juarez. Discricionariedade administrativa e o direito fundamental à boa administração pública. São Paulo: Malheiros, 2007.
FREUD, Sigmund. Além do princípio do prazer (1920). In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, v. XVIII. Tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1996.pp. 15-85.
FREUD, Sigmund. Inibição, sintoma e angústia (1926). In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, v. XX. Tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1996. pp.15-126.
FREUD, Sigmund. Projeto para uma psicologia científica (1895). In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, v. I. Tradução de Jayme Salomão. Rio de Janeiro: Imago, 1996. Pp.335-454.
GREEN, André. O trabalho do negativo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
JUSTEN FILHO, Marçal. Curso de direito administrativo. São Paulo: Saraiva, 2015.
LUGONES, María. Colonialidade e gênero. Tabula Rasa, Bogotá, n. 9, p. 73–101, 2008.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: N-1 Edições, 2018.
MELLO, Andrea. R. Ecofeminismo: justiça ambiental sob uma perspectiva de gênero. Revista Gênero e Direito, Rio de Janeiro, 2017.
MIES, Maria; SHIVA, Vandana. Ecofeminismo. Tradução livre. London: Zed Books, 1993.
MOORE, Jason W. O capitalismo na teia da vida. Tradução livre. London: Verso, 2015.
MOREIRA NETO, Diogo de Figueiredo. Curso de direito administrativo. Rio de Janeiro: Forense, 2012.
NEVES, Marcelo. Entre Têmis e Leviatã: uma relação difícil. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
PASQUALE, Frank. A sociedade da caixa-preta: os algoritmos que controlam dinheiro e informação. Tradução livre. Cambridge: Harvard University Press, 2015.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: CLACSO, 2005.pp. 201-246.
SEGATO, Rita Laura. A guerra contra as mulheres. Madrid: Traficantes de Sueños, 2016.
SHIVA, Vandana. Staying alive: women, ecology and development. London: Zed Books, 1989.
STRECK, Lênio. Lições de crítica hermenêutica do direito. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2014.
WINNICOTT, Donald W. O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artmed, 1983.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Na qualidade de autor(es) da colaboração, original e inédita, sobre o qual me(nos) responsabilizo(amos) civil e penalmente pelo seu conteúdo, após ter lido as diretrizes para autores, concordado(amos) com o Regulamento da Revista Eletrônica Direito e Política e autorizo(amos) a publicação na rede mundial de computadores (Internet), permitindo, também, que sua linguagem possa ser reformulada, caso seja necessário, sem que me(nos) seja devido qualquer pagamento a título de direitos autorais, podendo qualquer interessado acessá-lo e/ou reproduzi-lo mediante download, desde que obedeçam os Direitos Autorais.











