O EXCESSO DE DIREITO E A CRISE DE INEFICÁCIA
DOI:
https://doi.org/10.14210/rdp.v20n2.p320-340Palavras-chave:
Crise, Direitos, IneficáciaResumo
Contextualização: O artigo examina o fenômeno da expansão histórica dos direitos, buscando compreender as conexões entre o excesso de direitos positivados e o problema recorrente de sua ineficácia.
Objetivo: Focalizando o sistema jurídico brasileiro, o estudo propõe como resposta a esse impasse a promoção de uma cultura da verdade em relação aos direitos fundamentais — uma cultura que permita identificar, de forma realista e responsável, quais direitos podem ser efetivamente concretizados. A partir dessa base, seria possível redefinir prioridades e construir um catálogo de direitos sintonizado com as capacidades institucionais e materiais do Estado.
Método: A presente investigação seu deu através do método hipotético-dedutivo utilizando-se da técnica da revisão bibliográfica.
Resultados: Conclui-se que tal ineficácia decorre, em grande medida, do esgotamento das possibilidades materiais de concretização de todos os direitos assegurados normativamente.
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