LA PROPIEDAD Y SU TRATAMIENTO JURÍDICO-CONSTITUCIONAL: ¿DERECHO PATRIMONIAL O FUNDAMENTAL?
DOI:
https://doi.org/10.14210/rdp.v20n2.p341-355Palabras clave:
Propiedad, Derechos Fundamentales, Derechos Patrimoniales, Libertad, ContractualismoResumen
Contextualización del tema: La Constitución Federal de 1988 mantuvo la "función social de la propiedad" como uno de los principios reguladores del orden económico, pero también la incluyó en la lista de los derechos fundamentales. Este hecho conlleva una supuesta contradicción lógica que involucra la idea de la propiedad como un derecho patrimonial y eminentemente individual y, por otra parte, como un derecho fundamental, caracterizado por ser indisponible por excelencia. La tensión emerge, por lo tanto, cuando se intenta definir los límites de esta función social sin descaracterizar el derecho individual.
Objetivos: Verificar si existe contradicción lógica entre las acepciones del derecho de propiedad en su contexto de carácter individual y fundamental.
Metodología: En cuanto a la metodología, se utilizó el método inductivo.
Resultados: El filósofo John Locke defiende que la propiedad es un derecho natural y que el contrato social es un pacto firmado por hombres libres, lo que chocaría con la visión del concepto de propiedad en su acepción fundamental. Sin embargo, bajo el prisma del jurista Luigi Ferrajoli, no hay contradicción, ya que la cuestión problemática es meramente interpretativa. El jurista italiano postula que existe una distinción entre el derecho fundamental "a la propiedad" y el derecho privado "de propiedad". La motivación de la teoría de Ferrajoli parte de la equivocada asimilación entre los conceptos de libertad y propiedad definidos por Locke. De esta forma, se concluye que la contradicción es solo aparente y que el instituto convive de forma armoniosa en el ordenamiento.
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