THE REGULATION OF VIRTUAL SPACE AS A MEANS OF PROTECTING DEMOCRATIC PARTICIPATION
DOI:
https://doi.org/10.14210/rdp.v20n3.p498-523Keywords:
democratic participation, regulation, virtual space, social media, fake newsAbstract
Contextualization: The internet has innovated and innovates social relations in countless ways, including with regard to the exercise of fundamental rights linked to democratic participation. Social networks and private messaging services, in this sense, began to occupy an important space in the scenario of Brazilian democracy. However, new challenges and barriers arise in this scenario, such as hate speech, opinion bubbles, fake news and digital exclusion.
Objectives: This article's main objective is to evaluate the need for regulation of social networks and private messaging services, in light of the Brazilian democratic context and the theoretical frameworks of Jürgen Habermas and Axel Honneth. It also aims to analyze the provisions of Bill no. 2,630 of 2020, in order to verify whether they offer appropriate solutions to the mentioned barriers.
Methodology: To this end, the study adopts a qualitative and predominantly analytical approach, grounded in a bibliographic review of scholarly books and articles indexed in databases.
Results: The findings indicate that a clear state regulation of these digital platforms is necessary, as leaving this responsibility to the private sector—lacking democratic legitimacy—would be problematic. While the bill under analysis does not represent a definitive solution to the challenges discussed, it marks a significant step forward in safeguarding and promoting democratic participation in the virtual space.
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